MOVIMENTO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – MOVA

DESCRIÇÃO DO MOVIMENTO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – BREVE HISTÓRICO

O Brasil tem mais de 14 milhões de analfabetos, quase 10% da população brasileira. O MOVA, Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos, criado pelo educador Paulo Freire, desenvolve um trabalho que ajuda a mudar essa realidade em todo o país.

Há 20 anos nasceu em São Paulo o Instituto Paulo Freire, que reuniu educadores e pensadores empenhados em levar pelo Brasil a luta pela educação e pelo desenvolvimento humano. Um grupo trabalha na pesquisa e na organização do acervo do instituto e do acervo pessoal de Paulo Freire para deixar o conhecimento ao alcance do público e da sociedade.

O educador Paulo Freire ganhou notoriedade na década de 60, quando alfabetizou 30 cortadores de cana em apenas 45 dias, na cidade de Angicos, interior do Rio Grande do Norte. O feito abriu caminhos para o reconhecimento de uma nova maneira de ensinar a ler e a escrever.

A alfabetização de jovens e adultos é uma temática presente no cotidiano de educadores, gestores públicos e, principalmente, uma necessidade de milhares de brasileiros, jovens e adultos, que não tiveram acesso à escola na idade própria.

 Segundo fontes do IBGE, ainda há no Brasil,  cerca de 16 milhões de pessoas analfabetas, com idade superior a 15 anos e 30 milhões que não completaram as quatro primeiras séries do Ensino Fundamental.

 Na cidade de São Paulo, diversos programas de alfabetização foram desenvolvidos, com apoio do poder público, privado, ou ainda iniciativa civil organizada.

 Em 1989, foi implantado na cidade de São Paulo o MOVA – Movimento de Alfabetização, com o objetivo de atender a grande procura pela educação formal.

 O Programa MOVA-SP foi lançado dia 29 de outubro de 1989,  na Câmara Municipal de São Paulo, contando com a participação massiva de Movimentos Populares da Cidade de São Paulo.

 Os núcleos de alfabetização e pós-alfabetização do MOVA-SP foram sediados em equipamentos da própria comunidade e concebidos como focos aglutinadores e irradiadores da cultura local que incluía a história do próprio movimento popular da região, procurando ler, dessa maneira, a sua realidade de forma crítica.

 A maioria dos professores (ou monitores) do MOVA-SP pertencia à própria comunidade onde atuavam. Eles estavam comprometidos com as lutas que aí se desenvolviam e eram capacitados através de cursos de formação promovidos pela Secretaria Municipal de Educação.

Com o propósito de assegurar uma relação de parceria bem sucedida entre a Prefeitura e os Movimentos Populares, criou-se o Fórum dos Movimentos Populares de Educação de Jovens e Adultos.

 O Programa foi interrompido durante oito anos, de 1993 a 1999, e novamente, instituído em 2000.

 Atualmente, o Município de São Paulo, já alcançou um patamar avançado na sistematização dessa oferta, pois mantém contínua regularidade, expressivo e vultoso número de classes  em pareceria com entidades conveniadas.


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